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05/10/2021

Os antibióticos são remédios desenvolvidos a partir de bactérias, fungos ou elementos sintéticos, podendo atuar como bactericidas, combatendo a bactéria, ou como bacteriostáticos, inibindo o crescimento microbiano. 1

O uso de antibióticos é uma prática frequente no tratamento de diversas doenças. Eles representam cerca de 20 a 50% dos gastos hospitalares e possuem um custo significativo para a atenção básica à saúde. 1

Atualmente, existe uma grande parcela da população que faz uso de antibióticos de maneira inadequada, ocasionando danos a sua saúde. 1

A falta de informações durante a consulta e a ausência de orientação sobre os efeitos desses medicamentos são os principais agentes para o uso inadequado dos antibióticos. 1

Quais as consequências do uso indiscriminado de antibióticos?

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) o uso racional de medicamentos é uma necessidade alertada há anos. De acordo com a OMS, em todo o mundo, mais de 50% de todos os medicamentos são receitados, dispensados e vendidos inadequadamente. No Brasil, o uso indiscriminado dos antibióticos é influenciado pela automedicação e propagandas tendenciosas. 2

O uso do antibiótico só deve ser feito se indicado por um médico, pois é ele quem determina qual remédio será o mais indicado para cada doença. Assim, o médico prescreverá o medicamento pelo tempo necessário e dose específica para eliminar por completo a bactéria que está causando a infecção. 3

Não seguir corretamente as orientações implicará no fracasso do tratamento e em consequências mais graves para a saúde. 3

Como o uso inadequado de antibióticos contribui para a resistência bacteriana?

A resistência bacteriana é a capacidade de sobrevivência de um microorganismo mesmo quando são utilizados antibióticos para o controle da doença. 4

As bactérias possuem estratégias que permitem sua sobrevivência mesmo em dosagens mais altas. Essa resistência ocorre principalmente pela mutação, ocasionada pelo uso incorreto de medicamentos, favorecendo o desenvolvendo das superbactérias4

Muitos pacientes param o uso dos antibióticos quando começam a sentir melhora dos sintomas. A interrupção antes do tempo determinado pelo médico contribui para elevar a resistência das bactérias que não morreram com o período de exposição à medicação. 4

Para restringir o uso dos antibióticos, a Anvisa alterou as normas para compra dos medicamentos e estabeleceu a venda apenas com receita médica, contendo a data de validade impressa. Em caso de uso prolongado, o paciente deve retornar mensalmente com uma nova receita. 1

Posso usar o antibiótico fora do horário prescrito?

Geralmente, um antibiótico é receitado pelos médicos durante alguns dias com doses ingeridas em intervalos específicos. Essa regularidade é necessária para garantir o nível constante do remédio no sangue, desempenhando sua função.5

Algumas dicas são valiosas para não esquecer o horário dos antibióticos, então:

  • Defina horários fixos e que sejam mais fáceis para fazer o uso do remédio;
  • Crie lembretes e alarmes de acordo com os horários prescritos;
  • Compartilhe a receita com familiares e amigos, eles podem ajudar a lembrá-lo;
  • Deixe os antibióticos armazenados adequadamente em um espaço que você consiga visualizar constantemente.

Seguir a receita médica para o uso de antibióticos é fundamental para evitar diversos problemas de saúde pública. Além disso, o uso correto desses remédios permite que o tratamento seja eficaz sem trazer efeitos colaterais.

 

Informe-se e não deixe de perguntar para o seu médico quando estiver com alguma dúvida relacionada à medicação prescrita. Siga as orientações e use os antibióticos a seu favor!

Referências:

  1. DE SOUZA, Flávia Raquel Lina; DE PAULA XAVIER, Kléssio; GONÇALVES, Samara Rabelo. A importância do uso racional de antibióticos.
  2. DANDOLINI, Bruna Werner; BATISTA, Lilian de Bem; SOUZA, Lúcia Helena Fernandes de; GALATO, Dayani; PIOVEZAN, Anna Paula. Uso racional de antibióticos: uma experiência para educação em saúde com escolares. Ciência & Saúde Coletiva, [S.L.], v. 17, n. 5, p. 1323-1331, maio 2012. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1413-81232012000500026.
  3. NICOLINI, Paola et al. Fatores relacionados à prescrição médica de antibióticos em farmácia pública da região Oeste da cidade de São Paulo. Ciência & Saúde Coletiva, v. 13, p. 689-696, 2008.
  4. DA COSTA, Anderson Luiz Pena; JUNIOR, Antonio Carlos Souza Silva. Resistência bacteriana aos antibióticos e Saúde Pública: uma breve revisão de literatura. Estação Científica (UNIFAP), v. 7, n. 2, p. 45-57, 2017.
  5. NOGUEIRA, Teresa. A crise dos antibióticos. Revista de Ciência Elementar, v. 5, n. 1, 2017.

NP-BR-ACA-PSP-210005

País permitido a publicação: Brasil.

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