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21/10/2020

 

De acordo com o estudo realizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), 9,3% dos brasileiros sofrem de algum transtorno de ansiedade e 5,8% são afetados pela depressão. Porém, mesmo com grande parte da população sofrendo algum distúrbio de saúde mental, as dúvidas continuam quando se trata do assunto.1

Apesar de apresentarem sintomas comuns em determinadas fases da doença, a depressão e a ansiedade possuem diagnósticos diferentes que necessitam de cuidados.

É importante saber que diferente da tristeza - emoção gerada por consequência da perda - sentida vez ou outra, a depressão se manifesta e prolonga a sensação de vazio por longos dias.

Já o transtorno de ansiedade desencadeia medos e sentimentos de preocupação excessiva momentâneos sobre o “agora” e “o que ainda não foi vivido”. Um comportamento que se repete normalmente três ou mais vezes no mês - para algumas pessoas inúmeras vezes em uma mesma semana - e que, em situações extremas, quando não acompanhado de ajuda profissional, pode evoluir para a crise do pânico.

Quando a ansiedade se torna um problema?

É completamente normal se sentir ansioso diante dos desafios e novidades da vida. Aprende-se a conviver com aquela sensação de frio na barriga e impaciência, que são impulsos naturais do corpo humano ao se deparar com o desconhecido. 

Porém, se o nível de ansiedade vêm crescendo com a rotina acelerada da nova geração, como saber que a ansiedade está se tornando um problema prejudicial para a saúde? “Quando essa ansiedade se torna constante, mesmo nos menores problemas, e paralisa a pessoa, ou mesmo quando os sintomas se apresentam sem nenhum confronto aparente, já pode ser considerada um transtorno” explica o psiquiatra, Victor Soares. 3

Tristeza não é o mesmo que depressão

Essa dúvida é frequente entre pessoas que passam por situações de perda, porém a doença não acompanha a emoção, como explica Professor Hotation: “é normal ficarmos tristes diante de um luto, por exemplo, mas tudo tem seu tempo. Quando a sensação de tristeza dura muito tempo e a pessoa se recusa até a fazer aquelas atividades que mais gostava, ficando sem esperança e excessivamente pessimista, é preciso procurar ajuda médica.” 2

A depressão se apresenta de diversas formas e os diagnósticos mais estudados na atualidade são conhecidos como Distimia e Transtorno Depressivo Maior.

Distimia: quando não é incapacitante e o indivíduo consegue seguir com suas tarefas mesmo sofrendo crises em momentos específicos do dia.

Transtorno depressivo maior: estado incapacitante, em que o indivíduo não consegue trabalhar, estudar e nem sair de casa na maioria das vezes. Nesse estágio, pensamentos suicidas são mais recorrentes.

Muitas vezes, a doença é silenciosa e reconhecê-la no indivíduo pode ser um processo lento. Por isso, atente-se aos detalhes comportamentais e busque ajuda.

Como identificar os sintomas?

Ambos os diagnósticos geram sensações diretas que comprometem o comportamento, desenvolvimento e desempenho do indivíduo em sua rotina pessoal. E hoje, considerando o aumento de pessoas diagnosticadas por depressão e ansiedade nos últimos anos, profissionais da educação nos conscientizam cada vez mais sobre como identificar os sintomas e entender o momento certo para busca de ajuda psíquica.

Não passe pela depressão e ansiedade sozinho

Identificou alguns sintomas e sente que precisa de ajuda? Não passe por essa situação sozinho. Converse com familiares, amigos e procure profissionais confiáveis para iniciar o tratamento necessário. Mesmo que difícil, dar esse passo é essencial para evitar consequências maiores.

Faça exercícios

A prática de exercícios físicos ajuda a combater crises de depressão e ansiedade de forma saudável, diminuindo o estresse, liberando serotonina (hormônio que regula o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções intelectuais)  ajudando a manter a forma, autoestima e a sensação de capacidade.

Reserve um tempo do dia para o lazer

O lazer é deixado de lado facilmente entre trabalho e compromissos pessoais. Porém, sua importância é tão relevante quanto se alimentar e respirar. O lazer traz prazer para a vida, ajuda na busca pelo autoconhecimento, desperta alegria, cria vínculos com pessoas e paixões, motiva o ser humano a descobrir sempre o novo e o possibilita a viver momentos de paz.

Cuide da sua saúde mental e emocional

Entendendo um pouco de como a doença age, é possível ajudar pessoas do convívio e também a si mesmo. Aprender a lidar com emoções é um processo diário e que, com ajuda de profissionais confiáveis, é possível alcançar um estado estável e saudável, dentro de limitações emocionais.

Lembre-se: todos merecem uma vida mais saudável e a busca pelo autoconhecimento é a melhor forma de viver feliz.

 

  1. Unimed. Ansiedade. Disponível em: <https://www.unimed.coop.br/web/cascavel/noticias-unimed/brasileiro-e-o-povo-mais-ansioso-do-mundo-diz-oms-veja-como-controlar>. Acesso em: 25 de agosto de 2020.
  2. Hospital Sírio-Libanês. Depressão. Disponível em: <https://hospitalsiriolibanes.org.br/sua-saude/Paginas/crises-ansiedade-falta-atencao-permanente-tristeza-profunda-sintomas-depressao.aspx>. Acesso em: 25 de agosto de 2020.
  3. Hospital Sírio-Libanês. Ansiedade - Bem-Estar | Hospital | Notícias | Saúde. Disponível em: <https://hospitalsiriolibanes.org.br/imprensa/noticias/Paginas/Ansiedade-que-paralisa.aspx>. Acesso em: 25 de agosto de 2020.

 

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