HOME O PROGRAMA QUALIDADE DE VIDA MINHA SAÚDE LOCALIZADOR DE FARMÁCIAS PERGUNTAS E RESPOSTAS   COMPARTILHE        
  LOGIN | CADASTRO

12/07/2018

É normal que o nosso humor sofra mudanças de acordo com as situações que vivemos. Porém, quem possui Transtorno Bipolar sofre com mudanças de humor anormais e vão de muito alegres, entusiasmadas e ativas para muito tristes, desesperançosas e inativas.  A fase eufórica é chamada de mania e a fase “para baixo”, de depressão¹.

 

Sua causa nem sempre é clara, podendo estar relacionada à genética ou à estrutura e funcionamento anormais do cérebro¹. Os primeiros sintomas costumam aparecer no final da adolescência ou no início da fase adulta, mas pode acontecer também em crianças¹.

 

Os principais sintomas dos episódios de mania e de depressão relacionados ao transtorno bipolar são³:

Pessoas vivenciando um episódio de mania podem:

  • Sentirem-se eufóricas e cheias de energia;
  • Ficar muito ativas, elétricas;
  • Ter problemas para dormir;
  • Falar rápido, e muito, sobre diferentes assuntos;
  • Ficam agitadas, irritadiças ou delicadas;
  • Sentir que seus pensamentos estão muito rápidos;
  • Pensar que podem fazer várias coisas ao mesmo tempo;
  • Submetem-se a riscos, gastam muito dinheiro ou fazem sexo de forma imprudente.

 

Pessoas vivenciando um episódio depressivo podem:

  • Sentirem-se “para baixo”, vazias, tristes e sem esperanças;
  • Ter pouca energia para atividades diárias;
  • Dormir demais ou muito pouco;
  • Sentir que não conseguem aproveitar ou sentir prazer em nada;
  • Ter problemas de concentração e memória;
  • Comer demais ou muito pouco;
  • Sentirem-se cansadas ou “devagar”;
  • Pensar em morte ou suicídio.

Esses sintomas podem variar em até quatro tipos de Transtorno Bipolar³:

  • Transtorno bipolar Tipo I – Neste caso, os sintomas de mania duram no mínimo sete dias e podem ser intensos a ponto de o paciente precisar de cuidados médicos devido ao alto risco de suicídio ou complicações psiquiátricas4. Já os sintomas depressivos duram, no mínimo, duas semanas. Também pode haver episódios mistos de mania e depressão³. Em ambos os casos, os sintomas afetam profundamente a conduta e o comportamento do paciente, podendo comprometer sua segurança e dos que o cercam4.

 

  • Transtorno Bipolar Tipo II – Há alternância entre períodos de depressão e hipomania, mas não tão intensos quanto os descritos acima. Não há prejuízo maior para o comportamento e as atividades do paciente4.

 

  • Transtorno ciclotímico – É definido por inúmeros episódios de hipomania e depressão que podem ocorrer durando, no mínimo, dois anos (um ano em crianças e adolescentes)³. É o quadro mais leve do Transtorno Bipolar4.

 

  • Transtorno Bipolar Não Especificado ou Misto – Neste caso, há sintomas suficientes para o diagnóstico de transtorno bipolar, mas não suficientes em número ou tempo de duração para classificá-los em um dos tipos pré-definidos4.

 

Não existe cura, mas com o tratamento correto, é possível controlar as mudanças extremas de humor, impedindo que afetem a qualidade de vida². Quando não tratada, a doença afeta os relacionamentos amorosos e familiares, o desempenho escolar, no trabalho e atividades diárias e está relacionada a taxas de suicídio. Os tratamentos mais comumente indicados são os medicamentos e a psicoterapia combinados¹,2.

É comum que o transtorno bipolar seja diagnosticado erroneamente como outras doenças, devido à similaridade de seus sintomas. Pode ser confundido com transtorno de ansiedade, esquizofrenia e depressão³. Além disso, muitas pessoas podem ter Transtorno Bipolar junto com outras doenças como transtorno da ansiedade, abuso de substâncias ou transtorno alimentar. Para que não fiquem dúvidas, é preciso consultar o psiquiatra.

  1. MEDLINE PLUS. Bipolar disorder. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2017.
  2. MAYO CLINIC. Bipolar disorder. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2017.
  3. NATIONAL INSTITUTE OF MENTAL HEALTH. Bipolar disorder. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2017.
  4. DRAUZIO VARELLA. Transtorno bipolar. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2017.

BR/CNS/0001/18 

ANTERIOR
OBESIDADE
PRÓXIMO
Depressão
COMPARTILHE