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16/07/2018

Otite média pode ser definida como a inflamação abrupta do ouvido médio. A otite média de origem bacteriana normalmente ocorre após uma infecção viral no trato respiratório superior que leva a uma disfunção da tuba auditiva e consequentemente a um edema (inchaço) da mucosa do ouvido médio. Neste processo, uma bactéria presente na região da nasofaringe (parede posterior da faringe, próxima ao nariz) pode não ser devidamente removida pelos cílios e pelo muco. Há chance de migração para o ouvido médio, onde pode se multiplicar e causar infecção. A otite é mais comum em bebês e crianças, e pode ser confirmada pelo fato de que  75% das crianças tiveram pelo menos um episódio de otite até completar 1 ano de idade. Um dos mecanismos que auxilia nessa explicação é: a tuba auditiva na infância mais curta e mais horizontal, facilitando a migração das  bactérias.¹

A maior parte dos casos de otite responde as medicações usuais, com doses habituais dos antimicrobianos receitados pelos médicos.  Entretanto, uma  pequena parcela de pacientes tem mais chance de apresentar infecção por bactérias menos sensíveis a certos antibióticos.³ Para melhoria do quadro e maior chance de eliminação das bactérias, muitas vezes é preciso que o médico ajuste a dose do antibiótico que irá indicar.² Essa situação acontece nos casos em que o paciente apresenta episódios de repetição ou que não apresenta melhora ou volta a apresentar sintomas, após pouco tempo de término do antibiótico (casos de recorrência/persistência).¹

Existem alguns fatores de risco para adquirir a OMA causada por bactérias com menor sensibilidade aos antibióticos, entre  eles: frequentar creches, ter sido exposto recentemente a antibióticos, ter menos de dois anos de idade e apresentar casos frequentes de otite média.¹

Sintomas da otite média aguda

Segundo a Academia Americana de Pediatria, os sintomas da otite média aguda são utilizados para classificar a gravidade da doença, divindo-a entre: severa e não-severa. Os sintomas severos são otalgia (dor de ouvido) moderada ou forte por pelo menos 48 horas e febre de 39°C enquanto a otite média não-severa  refere-se a dor de ouvido leve por menos de 48 horas e febre abaixo de 39°C.Em crianças pequenas a dor é entendida pelos movimentos de segurar, puxar e apertar a orelha e são indicativos da doença também a alteração de: comportamento, hábitos de sono e choro excessivo.²

Qual a diferença entre recorrência e persistência?

Segundo a Academia Americana de Pediatria, a otite média aguda será classificada como recorrente caso o paciente apresente três ou mais episódios em seis meses ou quatro ou mais episódios em um ano (12 meses).²

Por outro lado, ela será considerada persistente caso o paciente permaneça por 48h sem melhora dos sintomas após o início do tratamento ou caso os sintomas retornem até 7 dias após o final do tratamento.²

O  tratamento da OMA e OMA persistente/recorrente

Os objetivos do tratamento da otite média recorrente  e persistente são muito semelhantes ao da otite média aguda: diminuição dos sinais e sintomas,  a erradicação do processo infeccioso e a prevenção de complicações.¹

Além dos medicamentos para alívio dos sintomas, caso o médico considere que o ideal seja tomar algum outro medicamento, os antibióticos podem ser indicados como tratamento inicial.²

Por este motivo, siga sempre a prescrição do seu médico e faça perguntas a ele sempre que tiver dúvida sobre a doença ou sobre o tratamento que lhe foi indicado. Lembre-se que o seu médico é a pessoa mais indicada para te ajudar.

  1. KHALIQ, Y. et al. Upper respiratory tract infections. In: DIPIRO, JT. et al. Pharmacotherapy: a pathophysiologic approach. 7ª edição. New York: McGraw-Hill, 2008. P. 1779-90.
  2. LIEBERTAL. AS. et al. The diagnosis and management of acute otitis media. Pediatrics. 131-133 e 964, fev 2014.
  3. GARCIA-COBOS, S. et al. Frequent carriage of resistance mechanisms to b-lactams and biofilm formation in Haemophilus influenzae causing treatment failure and recurrent otitis media in young children. J Antimicrob Chemother, 69: 2394–2399, 2014.

 

BR/PP/0013/16

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