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09/07/2018

Obesidade e sobrepeso são definidos como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura no organismo, de forma que prejudiquem a saúde. Essa classificação geralmente usa como base o Índice de Massa Corpórea (IMC). O cálculo é simples: dividir o peso em quilos, pelo quadrado da altura em metros. Ou seja, IMC = Peso (Kg)/ Altura2(m).

Se o resultado for menor do que 25, o indivíduo está na faixa normal; entre 25 e 30, estabelece-se o sobrepeso, e igual ou maior que 30, está definida a obesidade1. A tabela abaixo detalha o IMC por faixas desde o baixo peso até a obesidade, com níveis intermediários em cada grupo2:

Classificação IMC(kg/m²)  
  Principais Pontos Pontos adicionais

Sobpeso

<18.50

<18.50

Magreza Grave

<16.00

<16.00

Magreza Moderada

16.00 - 16.99

16.00 - 16.99

Magreza Leve

17.00 - 18.49

17.00 - 18.49

Normal

18.50 - 24.99

18.50 - 22.99

 

 

23.00 - 24.99

Sobrepeso

=25.00

=25.00

Pre-obeso

25.00 - 29.99

25.00 - 27.49

 

 

27.50-29.99

Obeso

=30.00

=30.00

Obeso classe 1

30.00 - 34.99

30.00 - 32.49

 

 

32.50 - 34.99

Obeso classe 2

35.00 - 39.99

35.00 - 37.49

 

 

37.50 - 39.99

Obeso classe 3

=40.00

=40.00

Fonte: Adaptada do WHO, 1995, WHO, 200 e WHO 2004.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), em 28 anos a prevalência de obesidade dobrou no mundo: 5% dos homens e 8% das mulheres eram obesas em 1980, valores que chegaram a 10% e 14% respectivamente em 2083, totalizando mais de 1,4 bilhão de pessoas com mais de 20 anos acima do peso. Estima-se que, desse número, mais de 200 milhões de homens e quase 300 milhões de mulheres entram na faixa da obesidade1.

O caso do continente americano é o mais alarmante, uma vez que 26% dos adultos são considerados obesos e 62% estão com sobrepeso. Na outra ponta está o Sudeste Asiático, com apenas 3% de obesos e 14% da população adulta com sobrepeso3. O Brasil segue um caminho preocupante: se o ganho de peso continuar no mesmo ritmo, em 2031, 70% da população estará acima do peso4.

Obesidade infantil

O problema atinge também os pequenos. Em 2011, 40 milhões de crianças com menos de cinco anos estavam acima do peso. Inicialmente esse era um problema relacionado a países desenvolvidos, mas hoje cerca de 30 milhões de crianças nessa condição estão em países em desenvolvimento1.

Crianças nesses países estão mais expostas aos problemas decorrentes de uma nutrição inadequada desde cedo, sofrendo de falta de um bom acompanhamento pré-natal e de uma alimentação pouco saudável na infância, baseada em produtos de baixo custo mas também de baixo valor nutritivo, com altos níveis de sódio, açúcares e gorduras. Adiciona-se o fator de inatividade física e assim se configura um quadro de crianças obesas, mas ainda assim subnutridas1.

Enfermidades decorrentes

Alto IMC é um fator de risco importante para uma série de doenças graves, como infarto, AVC (acidente vascular cerebral), diabetes (com risco de perda da visão por retinopatias), enfermidades musculares e do esqueleto, como osteoartrite e alguns tipos de cânceres, como de mama, de endométrio e de cólon1.

Um aumento de peso da ordem de 10% em quatro anos está associado a um risco seis vezes maior de desenvolver a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), condição que leva ao fechamento total ou parcial das vias aéreas enquanto se está adormecido. O sobrepeso contribui também para um maior risco de desenvolver doenças da vesícula biliar, principalmente entre mulheres, pancreatite aguda e problemas hepáticos5.

Previna-se

Para obter uma dieta saudável e segura, procure orientação profissional com médico e nutricionista. De forma geral, o Ministério da Saúde recomenda que sejam feitas de quatro a seis refeições por dia (desjejum, merenda, almoço, lanche, jantar e ceia), evitando tanto comer muito em uma refeição quanto deixar intervalos longos entre elas. Não se deve substituir refeições principais como almoço e jantar por lanches, que geralmente são mais calóricos e têm digestão mais rápida, o que diminui a sensação de saciedade6.

Uma alimentação saudável se baseia no equilíbrio variado e colorido entre os diferentes grupos de alimentos (cereais, legumes, verduras, carnes, óleos, derivados de leite etc.). Especificamente, o grupo das frutas, legumes e verduras deve estar presente no almoço e no jantar6.

Os pais devem incentivar os filhos a deixar de lado hábitos sedentários, como permanecer muitas horas na frente da televisão, limitar o consumo de bebidas adoçadas com açúcar e as refeições fora de casa, especialmente fast food, e promover o consumo de café-da-manhã diariamente7.

Para as crianças é importante promover a prática de atividades aeróbicas por pelo menos 60 minutos diários. A intensidade pode ser moderada, equivalente a uma caminhada acelerada, ou alta, equivalente a uma corrida. Atividades vigorosas devem fazer parte do programa ao menos três dias por semana7.  Procure sempre o médico para que ele possa orientar na melhor atividade de acordo com as necessidades de cada individuo.

 

1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Media centre: Obesity and overweight. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2013.

2. WORLD HEALTH ORGANIZATION. BMI classification. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2013.

3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. World health statistics 2012. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2013.

4. BRASIL. Minitério da Saúde. Política nacional de alimentação e nutrição. 2012. Disponível em: . Acesso em: 19 mar. 2013.

5. MELO, M. Doenças desencadeadas ou agravadas pela obesidade. In: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA OBESIDADE E DA SÍNDROME METABÓLICA – ABESO. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2013.

6. BRASIL. Ministério da Saúde. Obesidade. 2006. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2013.

7. BARLOW, S. et al. Expert committee recommendations regarding the prevention, assessment, and treatment of child and adolescent overweight and obesity: summary report. Pediatric, 120(Suppl 4): S164 -S192, 2007.

BR/PP/0002/13

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