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30/09/2021

De origem inglesa, a palavra bullying contém o radical bully, que significa valentão, e sufixo ing, que indica continuidade ou constância. O termo ajuda a entender a prática caracterizada por constantes agressões físicas, verbais e/ou psicológicas.1

O bullying é classificado como um comportamento desenvolvido por crianças e adolescentes. Entre os adultos, a prática similar é chamada assédio moral. Nesse contexto, um indivíduo ou grupo praticante do bullying ofende, humilha, agride e expõe o outro, causando diversos traumas às vítimas.1,2

Essa prática perigosa acontece de diversas maneiras, como apelidos vexatórios e humilhantes, perseguição à vítima, exposição em público devido às características físicas ou psicológicas e, muitas vezes, lesões corporais.1,2

Praticado em qualquer ambiente, o bullying começou a ser discutido por sua presença constante nas escolas e suas implicações na saúde mental das vítimas.

 

Bullying escolar: quais as consequências?

 

O bullying é uma prática que está amplamente disseminada no ambiente escolar. As agressões físicas e psicológicas podem acontecer em todos os níveis de escolaridades, desde o primário até o ensino médio.3

Entre as consequências geradas aos alunos vítimas do bullying estão:

  • estresse;
  • depressão;
  • baixa autoestima;
  • traumas psicológicos;
  • baixo rendimento escolar;
  • doenças psicossomáticas;
  • transtornos mentais e psicopatologias graves.3

Além disso, o bullying ocasiona reações corporais adversas, ligadas ao momento de estresse sofrido pelas vítimas. Os principais sentimentos e sintomas são:

  • Vômito;
  • Diurese;
  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Sudorese;
  • Taquicardia;
  • Dor de cabeça;
  • Ideação de suicídio;
  • Pensamentos vingativos.3

Entre as dificuldades para se combater o bullying está a naturalização dessa prática. Isso coloca em risco o enfrentamento da problemática e, com isso, mais vítimas desenvolvem reações, traumas e sentimentos adversos. Nesse contexto, a depressão infantil segue como uma das principais consequências dessa prática.4

Quais as causas da depressão infantil?

A depressão infantil pode ser mais difícil de se diagnosticar porque os sintomas, muitas vezes, são confundidos com malcriação, birra ou mau humor. Entretanto, a intensidade e persistência dos sentimentos tristes e negativos é o fator decisivo para o diagnóstico.5

Essa doença costuma se manifestar após traumas psicológicos e físicos sofridos pela criança. Bullying, mudança de escola, separações afetivas, morte de uma pessoa querida ou de um animal de estimação, são as principais causas relacionadas.5

Os sintomas mais comuns e que podem indicar a depressão infantil incluem desânimo, urinar na cama, queixas de cansaço, dor de cabeça, diarreia e dificuldade para aprender.6

Quando esses sintomas permanecem por semanas é aconselhado que a criança faça uma consulta com o pediatra para avaliação da saúde física e mental. Nesse momento, o médico poderá encaminhar o paciente para acompanhamento psicológico. Na maioria dos casos, o tratamento inclui sessões de psicoterapia e uso de remédios antidepressivos. Além disso, o apoio familiar, escolar e de amigos é fundamental para superar a depressão infantil.6

Lidar com uma criança com depressão infantil envolve, primeiramente, respeitar os sentimentos e compreender o momento em que ela está passando.6

Além disso, a adesão ao tratamento e a ajuda de especialistas ajudam a criança a ganhar confiança e elevar a autoestima, evitando, cada vez mais, o isolamento.

Caso perceba que uma criança próxima esteja sofrendo com bullying ou depressão infantil, converse com ela e busque, sempre que possível, ajuda de médicos e psicólogos. O olhar atento às mudanças comportamentais de uma criança é essencial para o diagnóstico e a superação de traumas psicológicos

 

Referências:

  1. FORLIM, Bruna Garcia; STELKO-PEREIRA, Ana Carina; WILLIAMS, Lúcia Cavalcanti de Albuquerque. Relação entre bullying e sintomas depressivos em estudantes do ensino fundamental. Estudos de psicologia (Campinas), v. 31, p. 367-375, 2014.
  2. PIMENTEL, Fernanda De Oliveira; DELLA MÉA, Cristina Pilla; PATIAS, Naiana Dapieve. Vítimas de bullying, sintomas depressivos, ansiedade, estresse e ideação suicida em adolescentes. Acta colombiana de psicología, v. 23, n. 2, p. 205-240, 2020.
  3. SILVA, Celeste Moura Lins et al. Bullying e depressão no contexto escolar: um estudo psicossociológico. 2010.
  4. RISTUM, Marilena. Bullying escolar. Impactos da violência na escola: Um diálogo com professores. Rio de Janeiro: Ministério da Educação/Editora Fiocruz, 2010.

NP-BR-LMT-PSP-210003

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