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15/09/2021

Epilepsia é o mais frequente transtorno neurológico sério, atingindo 50 milhões de pessoas no mundo, 40 milhões delas em países em desenvolvimento. A presença da epilepsia é definida pela recorrência de crises epilépticas (pelo menos duas) espontâneas.1

Clinicamente, a epilepsia é uma descarga anormal e excessiva de neurônios que existem no cérebro. Cerca de 10% da população têm possibilidade de ser vítima de uma crise epiléptica em algum momento da vida. Existem vários tipos de crises epilépticas, classificadas conforme a idade em que a doença se manifesta.2

Existem muitos mitos relacionados à epilepsia. O tratamento está frequentemente sob a responsabilidade de profissionais da saúde mental mas também deve ser associado a serviços neurológicos especializados. Além disso, muitos países têm leis que impedem os indivíduos com epilepsia de assumirem certos cargos.1

Quais os maiores mitos sobre a epilepsia?

  • Na tentativa de ajudar, posso me contaminar ao ter contato com a saliva de alguém que está tendo uma convulsão. Essa crença está equivocada, porque epilepsia não é uma doença contagiosa;
  • Posso engolir minha língua durante um episódio de convulsão. Porque engolir a língua é praticamente um processo impossível dentro da anatomia humana.
  • “Quem tem epilepsia é desequilibrado”. Esse tipo de mito é perigoso porque, além de reforçar um preconceito sobre o paciente, o faz ter medo de procurar ajuda ou tratamento.3

Para ajudar a combater esse estigma com as pessoas que sofrem de crises epilépticas, o Ministério da Saúde formulou um documento com as recomendações necessárias para ajudar um paciente em caso de convulsão:

  • proteger a cabeça e os membros do paciente em crise, para evitar que se machuque;
  • deitá-lo de lado para evitar a aspiração de vômitos ou secreções;
  • colocar um pedaço de pano entre os dentes para evitar mordidas na língua ou lábios;
  • assegurar a desobstrução das vias aéreas, inclinando a cabeça do paciente para trás;
  • em casos das convulsões durarem mais de 5 minutos, procurar assistência médica.4

 

Como aliviar as crises epilépticas?

A epilepsia não tem cura, mas tem tratamento. Os medicamentos anticonvulsivantes são confiáveis e fundamentais no sucesso do tratamento da epilepsia, por isso é importante a educação dos pacientes e da família no que diz respeito à participação nessa adequação. É de se considerar que o tratamento medicamentoso seja o principal recurso terapêutico para a maioria dos casos de epilepsia.5

Se você sofre com crises epilépticas consulte um médico e comece o seu tratamento quanto antes. Os sintomas podem e devem ser controlados, para que você mantenha a qualidade de vida.

Referências:

  1. MARCHETTI, Renato Luiz et al. Transtornos mentais associados à epilepsia. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), v. 32, p. 170-182, 2005.
  2. DA SILVA, Cléber Ribeiro Álvares; CARDOSO, Ingrid Sheila Zavaleta Obregon; MACHADO, Natalie Rodrigues. Considerações sobre epilepsia. Boletim Científico de Pediatria-Vol, v. 2, n. 3, 2013.
  3. FERNANDES, Paula Teixeira; LI, Li Min. Percepção de estigma na epilepsia. Journal of epilepsy and clinical neurophysiology, v. 12, n. 4, p. 207-218, 2006.
  4. DA SILVA, Fabiane Beletti; FERREIRA FILHO, Raymundo Carlos Machado. Estigma na epilepsia: aspectos conceituais, históricos e suas implicações na escola. Revista Thema, v. 11, n. 2, p. 47-59, 2014.
  5. GÓIS, Sebastião Rogério Moreira. Epilepsia: concepção histórica, aspectos conceituais, diagnóstico e tratamento. Mental, v. 2, n. 3, p. 107-122, 2004.

NP-BR-LMT-PSP-210004

Países permitidos a divulgação: Brasil

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