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13/09/2021

Já consideradas males do século antes mesmo da pandemia, a depressão e a ansiedade são doenças recorrentes na vida de muitos indivíduos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão. No Brasil, aproximadamente, 11 milhões de brasileiros são diagnosticados com a doença. Com a ansiedade não é diferente, são mais de 18 milhões de brasileiros diagnosticados com o transtorno nos últimos anos.1,2

A Covid-19 e o isolamento social contribuíram com essa explosão de casos. Esse momento, até então, novo para muitos, desencadeou uma série de sentimentos que não foram tratados anteriormente.

Desde que o isolamento social foi pontuado com uma medida preventiva contra o coronavírus, as pessoas precisaram adaptar-se aos novos comportamentos e rotinas. Diante de tantas mudanças, corpo e mente sentiram o impacto.3

Além disso, o receio de ser contaminado ou contaminar alguém, o medo da morte ou de perder algum familiar, são emoções que ativam o estresse cerebral, podendo ocasionar lesões no órgão. Pacientes que já tinham transtornos mentais tiveram piora no quadro de depressão e ansiedade, e pessoas que não tinham começaram a apresentar sintomas da doença.3

Isolamento social e os sintomas da depressão e ansiedade

Em tempos de isolamento social, não é raro que as pessoas se sintam sozinhas, angustiadas e com medo. Perder o emprego, ficar doente, não ter alguém para desabafar são situações que contribuíram para o sentimento de tristeza profunda. A depressão é caracterizada por sintomas de humor deprimido, como a diminuição do prazer, desde as atividades diárias até a perda da libido. Somente um médico pode confirmar o diagnóstico da depressão, mas é importante ficar atento a alguns sintomas que podem ser indícios de um quadro depressivo:

  • Baixa autoestima;
  • Mudança de apetite;
  • Ganho ou perda de peso;
  • Insônia;
  • Dormir em excesso;
  • Sentir-se sem esperança ou culpado;
  • Dores físicas.4

Já a ansiedade tem características que se manifestam pela preocupação excessiva. Esse sentimento não é controlado pelo indivíduo. Com o isolamento social, a ansiedade pode aparecer no dia a dia por diversas razões, como: a angústia por não saber quando tudo isso irá acabar, mudança da rotina, preocupação com familiares e amigos. Os principais sintomas são:

  • Tristeza;
  • Angústia;
  • Nervosismo;
  • Sofrimento por antecipação;
  • Dificuldade de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Falta de ar.5

Apesar dos sintomas característicos, é importante lembrar que apenas um médico pode fazer o diagnóstico da depressão e ansiedade. Buscar uma rede de apoio com ajuda de amigos e familiares, somado ao tratamento indicado pelo profissional de saúde, pode ajudar a alcançar bons resultados terapêuticos. 

Mas em um momento como esse, em que a previsão de normalidade ainda caminha a passos lentos, como manter a mente e o corpo saudáveis? A prevenção é o melhor caminho.

Como prevenir os sintomas da ansiedade e depressão durante o isolamento social?

É muito importante trabalhar o corpo na totalidade, mantendo o autocuidado com a alimentação e a mente. Evitar pensamentos negativos e não deixar a saúde mental em segundo plano são processos essenciais para evitar os sintomas da ansiedade e depressão durante o isolamento social. Existem algumas dicas práticas de como tornar esse momento um pouco mais leve:

  • Criar uma rotina possível de ser aplicada no dia a dia: alguns exercícios físicos podem ser feitos em casa. Eles são importantes para liberar hormônios do bem-estar, por exemplo.6
  • Definir hobbies: os momentos de lazer são ideais para aliviar a tensão e tiram o foco dos pensamentos ruins.6
  • Evitar o consumo de álcool e drogas: essas substâncias podem desencadear sentimentos ruins se ingeridas em excesso.6
  • Manter uma rotina de sono: é durante o sono que muitas reações do organismo acontecem. Elas são essenciais para manter o corpo saudável.6

A prevenção da depressão e ansiedade pode ser conquistada pela adoção de medidas simples e com a prática diária. Mas é importante lembrar que procurar um médico é o melhor caminho quando algo estranho acontece com o corpo e a mente. Mesmo que pareça difícil a mudança, com ajuda profissional e o apoio de amigos e familiares, é possível vencer a depressão e trazer novamente os estímulos da vida.6,7

Referências:

  1. Organização Pan-americana de Saúde. Depressão. 2020. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/depressao. Acesso em: 24 mar. 2021.
  1. ERICEIRA, Adriano Jardel da Cruz; SOUSA, Luciene Silva; CRUZ, Maria Luiza. Acompanhamento farmacoterapêutico em pacientes com ansiedade e depressão. Revista Interdisciplinar de Ciências Médicas, Teresina, v. 3, n. 5, dez. 2020.
  2. CNN. 'Isolamento social não significa isolamento afetivo', defende psiquiatra. 2021. Disponível em:< https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/02/09/isolamento-social-nao-significa-isolamento-afetivo-defende-psiquiatra>. Acesso em: 24 mar. 2021.
  3. TENG, Chei Tung; HUMES, Eduardo de Castro; DEMETRIO, Frederico Navas. Depressão e comorbidades clínicas. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), v. 32, n. 3, p. 149-159, 2005.
  4. BATISTA, Marcos Antônio; OLIVEIRA, Sandra Maria da Silva Sales. Sintomas de ansiedade mais comuns em adolescentes. Psic: Revista da Vetor Editora, v. 6, n. 2, p. 43-50, 2005.
  5. FERNANDA MASCARELLO. Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Depressão. Disponível em:. Acesso em: 30 mar. 2021.
  6. BARROS, Marilisa Berti de Azevedo et al . Relato de tristeza/depressão, nervosismo/ansiedade e problemas de sono na população adulta brasileira durante a pandemia de COVID-19. Epidemiol. Serv. Saúde,  Brasília, v. 29, n. 4, set. 2020. NP-BR-PRX-PSP-210003

 

NP-BR-PRX-PSP-210003

*Países permitido a veiculação: Brasil

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