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09/07/2018

A quantidade de energia que o ser humano gasta diariamente pode ser divida em três partes: 10% é utilizada no processo de digestão e absorção dos alimentos; de 15% a 30% em exercícios físicos e de 60% a 75% nas atividades fisiológicas que mantêm o organismo funcionando em repouso. Essa última é chamada Taxa de Metabolismo Basal (TMB)1. A inatividade física, também chamada de sedentarismo, fica constituída quando a pessoa não realiza atividades que promovam um gasto energético muito além da TMB. Não é à toa que a palavra “sedentário” origina-se do latim sedere, que significa “sentar”2.  

Enfermidades decorrentes

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em pesquisa realizada em 2008, aproximadamente 31% das pessoas com 15 anos ou mais não praticavam atividade física o suficiente, sendo 34% mulheres e 28% homens4.  

Nessa mesma época, das regiões cobertas pela OMS, as Américas e o Leste do Mediterrâneo apresentavam as maiores taxas de inatividade, chegando a aproximadamente 50% das mulheres desses locais, 40% dos homens nas Américas e 36% dos homens do Leste do Mediterrâneo. O Sudeste Asiático possuía as menores porcentagens: 19% para mulheres e 15% para homens4.

Não praticar atividade física implica em uma série de doenças, como a osteoporose e a hipertensão, sendo responsável por 30% das queixas de enfermidades cardíacas3. A prática constante de exercícios ajuda a manter equilibrado o nível de colesterol bom (HDL), fundamental para o bom funcionamento do organismo7.

Uma vida sedentária pode também causar diabetes tipo 23, agravar doenças das articulações, dos músculos e da coluna, além de constituir um fator de risco para a obesidade, complicações psicológicas como ansiedade5 e até alguns tipos de câncer. Segundo a OMS, 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon são relacionados a uma rotina insuficiente de atividades físicas3.

Previna-se 6

Para adultos saudáveis entre 18 e 64 anos, atividades físicas compreendem desde esforços comuns do cotidiano, como andar, cuidar do jardim, dançar e arrumar a casa, até exercícios ou esportes programados.

Para aprimorar as capacidades cardiorrespiratória, muscular e a saúde dos ossos, além de reduzir o risco de desenvolver doenças não-transmissíveis e depressão, são sugeridos, no mínimo, 150 minutos de exercícios aeróbicos moderados por semana, o que equivale a, aproximadamente, 30 minutos por dia, cinco vezes por semana. Uma alternativa é aumentar a intensidade do exercício e diminuir o tempo para 75 minutos, ou chegar a um esforço equivalente combinando atividades moderadas com intensas. Para mais benefícios ainda, pode-se dobrar o tempo total por semana.

É importante lembrar que atividades aeróbicas devem ser praticadas em séries de pelo menos dez minutos, e exercícios de musculação devem visar a grandes grupos musculares pelo menos duas vezes por semana. Mas atenção: a prática de exercícios sem orientação e avaliação médica prévia pode ter o efeito contrário e provocar problemas, por isso, não inicie uma nova rotina de atividades sem consultar um médico.

1. ANTUNES, HKM. et al. Análise de taxa metabólica basal e composição corporal de idosos do sexo masculino antes e seis meses após exercícios de resistência. Rev Bras Med Esporte, 11(1): 71-5, 2005.

2. EUROPEAN FOOD INFORMATION COUNCIL. Uma vida menos sedentária. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2013.

3. SOUZA, AS. Movimente-se! In: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. 2012. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2013.

4. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Physical inactivity: a global public health problem. 2013. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2013.

5. TERRA, N. et al. Previna-se das doenças geriátricas. In:____. Previna-se do sedentarismo. 2ª ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2005. p. 156.

6. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Physical activity and adults: recommended levels of physical activities for adults aged 18-64 years. 2013. Disponível em: . Acesso em: 18 mar. 2013.

7. BRASIL. Ministério da Saúde. Dia de combate ao colesterol: dieta saudável e exercícios físicos auxiliam prevenção. 2012. Disponível em: . Acessado em: 03 mar. 2013.

BR/PP/0002/13

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