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06/02/2019

 

A asma e a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) são doenças respiratórias crônicas que têm um impacto significativo tanto na vida individual das pessoas, bem como na saúde pública.

 

A DPOC é uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo, totalizando 3,2 milhões de mortes apenas em 2015, o que resulta em um alto custo social e econômico, e projeções apontam o aumento da doença nas próximas décadas.

 

A asma, que já afeta cerca de 300 milhões de indivíduos ao redor do mundo, também vem aumentando em muitos países, especialmente em crianças. Os gastos em saúde relacionados à asma são muito altos, representando uma parcela importante dos custos na saúde pública.

Os objetivos do tratamento da asma e da DPOC são controlar as doenças, ou seja, manter atividades normais ou o mais próximo do normal possível, melhorar a qualidade de vida, prevenir crises e evitar complicações das mesmas no futuro, já que podem causar até morte em casos graves.

 

Apesar dos avanços alcançados no tratamento ao longo dos anos, ainda estamos longe do controle das doenças em grande parte dos pacientes.

 

Como em toda doença crônica, o tratamento contínuo é o indicado para a asma e DPOC. Assim, para conseguir controlar as doenças e evitar maiores riscos, a adesão do paciente ao tratamento é primordial.

 

Em Congressos Médicos, tanto no Brasil quanto nos internacionais, a questão da adesão do paciente ao tratamento, e de como melhorá-la, é sempre discutida.

 

O significado de “adesão” é o quanto o comportamento de uma pessoa (paciente) está de acordo com as recomendações feitas por um profissional de saúde. Por exemplo, como e quando tomar medicamentos, seguir uma dieta, e/ou fazer alterações de estilo de vida. A adesão a um tratamento médico, de acordo com o orientado, é fundamental para que seja efetivo.

 

 

E o que é efetividade de um tratamento?

 

Efetividade de um tratamento é o resultado da eficácia (“esse tratamento pode funcionar na vida real?”) mais a adesão (fazer uso do medicamento na dose e frequência prescritos).

 

 

Ao receber uma prescrição ou orientação de seu médico, espera-se que o paciente inicie o tratamento e utilize o medicamento de acordo com o orientado para atingir os objetivos esperados.

 

No entanto, quando pensamos em doenças respiratórias e em medicamentos inalatórios, diversos fatores podem influenciar na adesão, como:

  • A não aceitação do diagnóstico pelo paciente;
  • O desconhecimento da doença;
  • Ausência de confiança no médico e no sistema de saúde;
  • Medo/receio da medicação;
  • Vergonha dos medicamentos inalatórios (“bombinhas”).
  • O uso incorreto do dispositivo (técnica inalatória) não intencional;
  • A frequência das doses (quanto mais vezes ao dia, menor a adesão);
  • Os efeitos adversos do medicamento que podem levar o paciente a Abandonar o tratamento;
  • Os custos financeiros do tratamento.

 

 

 

Assim, vemos que a falta de informação pode ser prejudicial para a adesão e sucesso do tratamento.

 

É de extrema importância para a implementação e persistência no tratamento que o paciente:

 

  • Entenda a doença e suas complicações;
  • Conheça os medicamentos disponíveis;
  • Seja treinado no uso dos dispositivos pelo profissional de saúde;
  • Tenha uma boa relação com o seu médico.

 

As instruções de quando e como fazer a inalação e a técnica para uso dos medicamentos, se imprecisas ou incorretas, acabam representando um dos principais obstáculos para a adesão ao tratamento.

A preferência e satisfação do paciente com o dispositivo inalatório de escolha melhoram a adesão e diminuem risco de crises da doença, assim como o treinamento adequado e repetido pode resultar em melhor controle à longo prazo e melhor qualidade de vida.

 

 

A boa relação com seu médico é fundamental para que tratamentos à longo prazo sejam efetivos, e sempre devem ser levadas em conta as experiências dos pacientes, e saber que o tratamento é responsabilidade conjunta, envolvendo os profissionais de saúde, o paciente e todos os que se relacionam com ele.

 

 

Asma mal controlada e exacerbações da DPOC custam caro. Investimentos em medicação preventiva economizam gastos com emergência e internações, além de reduzir o impacto social e econômico do não controle das doenças.

Medidas que resultam em sucesso em melhorar a adesão dos pacientes ao tratamento sempre devem ser planejadas a partir de uma perspectiva que leve em consideração todos os envolvidos, mas – acima de tudo – o paciente, cujo sofrimento pode e deve ser diminuído com o tratamento da sua condição.

BR/RESP/0134/18e

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