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13/07/2018

A próstata é a glândula masculina responsável pela produção do espermatozoide. Ela tem o tamanho de uma castanha e se localiza abaixo da bexiga. A uretra, por sua vez, é um canal longo que sai da bexiga e atravessa a próstata e o pênis.1

Como se vê, esses órgãos estão muito próximos um do outro. Por isso, qualquer problema que atinja a próstata acaba refletindo na bexiga e na uretra.1

 

Hiperplasia e os seus incômodos

 

A hiperplasia se caracteriza pela multiplicação benigna das células da próstata, o que provoca o aumento desse órgão, que passa a comprimir a bexiga e a uretra.1

Quando isso ocorre, alguns homens podem apresentar os seguintes sintomas:

 

  • Dificuldade para urinar: é preciso fazer muito esforço para conseguir que a urina passe pelo canal, uma vez que está comprometido pela compressão da próstata. Com isso, o jato urinário fica fino e sem potência.1

  • Menor capacidade da bexiga para reter a urina: apesar da dificuldade para urinar, sente-se necessidade de fazer isso com mais frequência, principalmente à noite1, não sendo incomum seu escape.2

  • Gotejamento após urinar.3

  • Esvaziamento incompleto da bexiga.²

 

A doença é muito comum, atinge entre 70% a 90% dos homens adultos4, sendo mais prevalente a partir dos 40 anos.¹ Afeta mais da metade da população masculina com 70 anos e quase a sua totalidade acima dos 80, estando diretamente ligada à idade.5
Isso porque o crescimento da próstata é normal à medida que o homem envelhece.2

 

A HPB pode virar câncer?

Como na célebre frase “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, não se pode confundir a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) com o câncer de próstata. Não há correlação entre as doenças, tampouco a HPB aumenta o risco de se desenvolver
câncer.2

Diagnóstico

Para detectar a HPB, é fundamental fazer um check-up urológico a partir dos 40 anos de idade.2

O diagnóstico ocorre por vários meios:

 

  • Anamnese do paciente, ou seja, o exame clínico feito pelo médico durante a consulta, com detalhado histórico.3

  • Teste de antígeno prostático específico (PSA), um exame laboratorial que mede os níveis dessa substância, produzida pelas células da próstata.2

  • Exame físico da próstata, também conhecido como toque retal.2

  • Exame de urina e de função renal.5

  • Ultrassonografia renal para verificar se existem anormalidades na bexiga e nos rins e urografia.5

 

Tenho HPB e agora?

Agora, calma. O problema, como vimos, é muito comum, e um terço dos homens apresenta manifestações mais significativas que requerem tratamento.4
Para avaliar os sintomas foi criado o “International Prostate Symptom Score” (I-PSS), uma escala com escores de 0 a 35. Quem apresenta valores até 7, possui HPB leve;de 8 a 19, moderada; e acima de 20, severa.³

 
Seja qual for o grau, a HPB é tratável e de várias formas, que vão desde a observação do paciente pelo médico, sem necessidade de outras medidas, até terapias medicamentosas, intervenções pouco invasivas e cirurgias.³

 

E se eu não tratar?

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma doença progressiva que causa lesões no trato urinário ao longo do tempo e, em alguns casos, pode chegar a consequências mais graves, como retenção urinária aguda. O problema não pode ser descuidado e
requer acompanhamento médico.³


Por isso, não perca tempo. Se você tem 40 anos de idade, ou mais, faça um check-up, e se estiver sentindo algum desconforto urinário, consulte logo o urologista, que poderá fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento para o problema.²

1) DRAUZIO VARELLA. Principais problemas que acometem a próstata. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/sexualidade/prostata/>. Acesso em: 09 dez. 2016.

2) DRAUZIO VARELLA. Aumento benigno da próstata pode afetar 90% dos homens. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/homem-2/aumentobenigno- da-prostata-pode-afetar-90-dos-homens/>. Acesso em: 09 dez. 2016.

3) MARIO PARANHOS. Hiperplasia Prostática Benigna. Disponível em: <http://www.marioparanhos.com.br/index.php/hiperplasia-prostatica-benigna/>. Acesso em: 09 dez. 2016.

4) SROUGI, M. et al. Doenças da próstata. 2008. In: Rev Med (São Paulo). Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/59075>. Acesso em: 09 dez. 2016.

5) AVERBECK, M. et al. Diagnóstico e tratamento da hiperplasia benigna da próstata. 2010. In: Revista da AMRIGS. Disponível em: <http://amrigs.org.br/revista/54-04/021-519_diagnostico.pdf>. Acesso em: 09 dez. 2016.

 

BR/PP/0016/16

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