HOME O PROGRAMA QUALIDADE DE VIDA MINHA SAÚDE PERGUNTE AO ESPECIALISTA LOCALIZADOR DE FARMÁCIAS PERGUNTAS E RESPOSTAS   COMPARTILHE        
  LOGIN | CADASTRO

21/09/2021

As doenças respiratórias são aquelas que afetam os órgãos e estruturas do sistema respiratório, como o nariz, faringe, laringe, traqueia e pulmão. Elas atingem pessoas de todas as idades e, muitas vezes, estão associadas ao estilo de vida e exposição do organismo aos agentes poluentes.1

Além disso, alguns vírus, fungos ou bactérias podem contribuir para o desenvolvimento dos sintomas. A DPOC, asma e bronquite são alguns exemplos de doenças respiratórias crônicas.1

Principais doenças respiratórias crônicas

As doenças respiratórias crônicas estão associadas a algum tipo de inflamação em que os sintomas permanecem por mais tempo. Elas costumam aparecer, principalmente, durante o inverno e em ambientes fechados com má circulação de ar, além do contato com as substâncias alérgicas. 

DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crônica  se caracteriza pela diminuição da passagem do ar pelos pulmões. Com isso, o indivíduo tende a sentir cansaço no dia a dia, especialmente em situações que envolvam esforço físico. 1

O baixo fluxo de ar nos pulmões, característica da DPOC, é causado por uma resposta inflamatória no órgão como reação às toxinas inaladas. Nesse sentido, a DPOC causa um estreitamento dos brônquios, que passam a acumular muco. 2, 3

Os principais sintomas da DPOC são: falta de ar, tosse seca, pigarro, chiado ao respirar (sibilo), respiração ofegante, desconforto no peito e dificuldade para dormir. 1, 3, 4

Asma

A asma ocorre devido a uma inflamação nas estruturas do pulmão, provocando inchaço e reduzindo a passagem de ar. Por isso, os principais sintomas da asma são falta de ar, dificuldade para respirar, tosse sem catarro, chiado no peito e fadiga.

A asma não tem cura, no entanto, os sintomas podem ser controlados com o uso de medicamentos indicados pelos médicos de acordo com a gravidade da doença. 5

Bronquite Crônica

A bronquite crônica consiste em uma inflamação na região dos brônquios — estruturas responsáveis pelo transporte de oxigênio do ambiente externo até o pulmão. Assim, a inflamação estreita o espaço para a passagem de ar, tornando a respiração mais lenta e cansativa.

Falta de ar, irritação na garganta, tosse com secreção amarelada ou esverdeada, chiado e dores no peito são alguns sintomas da bronquite crônica.6

Asma e bronquite podem causar DPOC?

Asma e DPOC são doenças respiratórias com sintomas similares, mas que com origens diferentes. Enquanto a asma se desenvolve a partir de fatores alérgicos e genéticos, a DPOC se manifesta sob influência do tabagismo e outros compostos nocivos. 5, 7

Pacientes podem manifestar asma e DPOC simultaneamente, mas não necessariamente, um paciente asmático desenvolverá a DPOC. A probabilidade de desenvolvimento da DPOC é maior caso esse indivíduo tenha o hábito de fumar.5

Já a bronquite crônica é considerada um dos fatores que desencadeiam a doença pulmonar obstrutiva crônica - DPOC. Isso porque, a bronquite é um termo utilizado para indicar a inflamação dos brônquios.

Na DPOC, a bronquite é permanente e crônica, ou seja, existe a constante inflamação dos brônquios e produção de muco. Assim, a limitação causada pela bronquite crônica permite o desenvolvimento da DPOC. 6

Hábitos saudáveis como parar de fumar e evitar o contato com outros gases e fumaça tóxica são medidas de prevenção da DPOC. Além disso,atividades físicas e apoio emocional contribuem para o controle do tabagismo evitando o desenvolvimento da doença.8

Procure um médico especialista e invista em qualidade de vida. Deixe de lado os hábitos que possam comprometer a saúde e a respiração.

Referências:

  1. DE OLIVEIRA, Paulo Cesar. Apresentações clínicas da DPOC. Pulmão RJ, v. 22, n. 2, p. 15-18, 2013.
  2. BALDI, Bruno Guedes; CUKIER, Alberto. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC. 2003. Disponível em:. Acesso em: 27 de abr. 2021.
  3. MANÇO, José Carlos. Fisiologia e fisiopatologia respiratórias. Medicina (Ribeirao Preto), v. 31, n. 2, p. 177-190, 1998.
  4. RUFINO, Rogério; COSTA, Cláudia H. da. Etiopatogenia da DPOC. Pulmão RJ, v. 22, n. 2, p. 9-14, 2013.
  5. CAMPOS, Hisbello S. Asma e DPOC: vida e morte. Boletim de Pneumologia Sanitária, v. 12, n. 1, p. 39-55, 2004.
  6. BAGATINI, Maria Amélia; DE OLIVEIRA, Vinícius da Silva Lessa; DA SILVA NAUE, Wagner. Fisiopatologia do DPOC e suas implicações na funcionalidade. In: IX Mostra Integrada de Iniciação Científica. 2019.
  7. COTRIM, Denise; RIBEIRO, Marcos; CUKIER, Alberto. Asma. RBM rev. bras. med, p. 429-430, 2003.
  8. MARCHIORI, Roseane Cardoso et al. Diagnóstico e tratamento da DPOC exacerbada na emergência. Rev AMRIGS, v. 54, n. 2, p. 214-23, 2010.

 

 

NP-BR-SLB-PSP-210001

Países com permissão para divulgação: Brasil.

ANTERIOR
A depressão passa dos pais para os filhos?
PRÓXIMO
Qual a importância de se tratar adequadamente a rinite alérgica?
COMPARTILHE