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21/07/2018

Muito se especula atualmente sobre alimentação saudável. Inúmeras dietas da moda surgem, uma após a outra, e diversos estudos são lançados causando controvérsias em relação a determinados alimentos. Quem procura comer de forma saudável se vê confuso diante da variedade de dietas e de informações disponíveis. Afinal, o que realmente faz bem?

 

A escolha de alimentos inadequados é a grande responsável pelo crescimento das taxas de obesidade, principalmente nas grandes cidades¹. Além disso, há outros fatores como as mudanças de estilo de vida causadas pelo avanço da tecnologia. Atualmente, as pessoas se movimentam menos e fazem menos atividade física¹. Os dias mais corridos e os empregos distantes de casa levam os brasileiros a comerem mais em restaurantes e, além disso, níveis de estresse elevados e a pressa acabam por sufocar os cuidados com a alimentação¹.

Tendo em vista todo este cenário, tem sido cada vez maior a demanda por alimentos com propriedades e características especiais, os chamados alimentos funcionais³. Isso significa que, além de atenderem às funções básicas do organismo, eles possuem propriedades diferenciadas³. No Brasil, esses alimentos devem atender a uma legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), comprovando suas propriedades funcionais³.

 

Os alimentos funcionais precisam estar na forma de alimento comum, serem consumidos regularmente na dieta e gerar benefícios específicos à saúde como a redução do risco de doenças e manutenção do bem-estar físico e mental². O que dá a chamada funcionalidade a estes alimentos são alguns compostos químicos como carotenoides, flavonoides, probióticos, fibras e ácidos graxos como o ômega-34.

 

Eles podem ser classificados de duas formas: quanto à sua origem (animal ou vegetal) ou aos benefícios oferecidos em seis áreas do organismo: sistema gastrointestinal, sistema cardiovascular, metabolismo de substratos, crescimento, desenvolvimento e diferenciação celular, comportamento das funções fisiológicas e como antioxidantes².

 

Todas as frutas e hortaliças possuem propriedades funcionais. Já os alimentos ricos em fibras podem ou não ser considerados funcionais, pois é preciso um teor maior do que o normal de compostos bioativos, como os prebióticos e os probióticos, que cumprem as mesmas funções. Os peixes de água profunda como o salmão, atum e o haddock contém um nível alto de ômega 3, o que também os classifica como tal.3

 

Para usufruir do benefício máximo, é fundamental aliar o consumo dos funcionais a uma alimentação saudável em geral. Não adianta consumir, por exemplo, um alimento que controle os níveis de colesterol, mas não deixar de comer outros alimentos ricos em gordura. Procure substituir a carne de vaca e os embutidos por produtos à base de carne de soja ou os peixes mencionados acima5 e mantenha na dieta as frutas, verduras, cereais integrais e leite de soja². Na hora das compras, priorize os alimentos orgânicos, que são naturais e têm mais compostos bioativos³.

 

Consulte um nutricionista para saber os alimentos e quantidades ideais para o seu corpo, principalmente se tiver doenças crônicas³, e fique atento a produtos vendidos com o apelo de “funcionais”, mas que não possuem suas propriedades regularizadas pela Anvisa³.

 

Confira abaixo a lista dos principais grupos de alimentos funcionais5:

 

  1. VARELLA D. Alimentação saudável. 2011, Disponível em: <https://drauziovarella.com.br/obesidade/alimentacao-saudavel-2/>. Acesso em: 02.mar.2018.
  2. Moraes1 FP. at al. Alimentos funcionais e nutracêuticos: definições, legistalção e  benefícios à saúde. Revista Eletrônica de Farmácia, BRASIL, 3(2),109-122, 2006.
  3. PORTAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA. Os mitos e verdades sobre os alimentos funcionais. 2014. Disponível em: <http://www.educacaofisica.com.br/ciencia-ef/nutricao2/os-mitos-e-verdades-sobre-os-alimentos-funcionais/>. Acesso em: 02.mar.2018.
  1. Vidal1, A M. At al. A ingestão de alimentos funcionais e sua contribuição para a diminuição da incidência de doenças. Cadernos de Graduação, Aracaju, 1(15), 43-52, 2012. Disponível em: <https://periodicos.set.edu.br/index.php/cadernobiologicas/article/view/284/112>. Acesso em: 02.mar.2018.
  1. BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Alimentos funcionais. 2009, Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/220_alimentos_funcionais.html>. Acesso em: 02.mar.2018.

 

BR/PP/0009/18

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