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09/07/2018

O cardápio do brasileiro, de modo geral, é composto por arroz e feijão combinados com alimentos de baixo valor nutritivo, altas concentrações de gordura, açúcar e sódio e elevado valor calórico1. Segundo estudo feito pelo Ministério da Saúde com mais de 54 mil adultos nas 27 capitais brasileiras e no Distrito Federal, mais de um terço afirmou consumir carne com gordura2.

Cerca de 80% bebem, pelo menos uma vez na semana, sucos artificiais ou refrigerantes (sendo que 85% consomem versões não dietéticas) e 29,8% afirmaram consumi-los com frequência, ou seja, em cinco ou mais dias por semana2. São hábitos não saudáveis da população de um país que empreende esforços para combater a fome e a desnutrição, mas que vê surgir na outra ponta a emergência de distúrbios como a obesidade1.

Cerca de 30,9% dos adultos entrevistados alimentam-se regularmente de frutas, legumes e verduras, mas ainda assim, poucos consomem a quantidade indicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de cinco porções (400g) diárias. Florianópolis, que ficou no topo nesse quesito, apresentou menos de 40% dos entrevistados dentro da recomendação2.

Enfermidades relacionadas

Uma dieta inadequada pode levar a uma série de doenças causadas pelo consumo insuficiente de determinadas vitaminas e sais minerais. A carência de vitamina A e de ferro são as principais deficiências nutricionais no Brasil3. A vitamina A é essencial para o desenvolvimento humano, tem papel importante na manutenção da visão, no fortalecimento do sistema imunológico e na saúde das mucosas (que recobrem e protegem várias estruturas e órgãos). Ela pode ser ingerida pelo consumo de vísceras, especialmente fígado, gema de ovo, leite integral e derivados, frutas e legumes amarelos ou alaranjados em geral (manga, mamão, abóbora, cenoura) e vegetais verde-escuros (acelga, couve, espinafre)4.

Já a falta de ferro pode levar à anemia ferropriva, a mais comum das anemias, que causa cansaço, falta de apetite, taquicardia e, nos casos mais avançados, pode provocar fissuras nos cantos da boca e alterações nas unhas e cabelos, que se tornam quebradiços. Carnes, fígado e ovos são boas fontes de ferro5.

A alimentação saudável também aumenta a resistência do organismo a infecções. Doenças que provocam diarreia e enfermidades respiratórias agudas ainda são causas importantes de óbitos de crianças no Brasil, principalmente no Norte, Nordeste e áreas pobres de outras regiões. O aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida e a alimentação adequada posteriormente são a melhor proteção contra doenças desse tipo3.
 
Doenças crônicas não transmissíveis, desde cáries dentárias até hipertensão, osteoporose e alguns tipos de câncer, também estão relacionadas a uma alimentação inadequada3. Altas concentrações de gorduras no organismo podem levar à obesidade6 e contribuir para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, pois o excesso de gordura atrapalha a ação da insulina7. O aumento dos níveis do chamado colesterol ruim (LDL) pode levar a entupimento de artérias (aterosclerose) e causar problemas cardiovasculares graves, como infartos e derrames8.

Dieta saudável3

De acordo com o Guia Alimentar Para a População Brasileira, uma boa alimentação contempla três grandes grupos:
•     Alimentos com alta concentração de carboidratos (arroz, pães, massas, tubérculos e raízes);
•     Frutas, verduras e legumes;
•     Alimentos ricos em proteínas (cereais, leguminosas, sementes e castanhas).

A multiplicidade de cores no prato, além de atrativa, é um sinal de variedade de vitaminas e minerais e fornece os nutrientes necessários para atender a toda a demanda fisiológica. Ao contrário do que se pode pensar, uma alimentação saudável não é cara, pois é baseada em alimentos naturais que são saborosos e garantem uma alimentação adequada.  

Dicas

•     Faça pelo menos três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e intercale com dois lanches saudáveis, procurando não pular refeições10;
•     Corte as gorduras trans do cardápio, reduza a ingestão de gorduras saturadas, dando preferência às insaturadas9, no máximo uma porção por dia10;
•     Limite a quantidade de açúcares e de sal (sódio), muito presente em industrializados como salsichas, presunto, salgadinhos, molhos e temperos pronto. Prefira sempre sal iodado. Uma boa dica é não deixar o saleiro na mesa.9, 10
•     Consuma três ou mais porções por dia de legumes e verduras e três de frutas;
•     Tubérculos, raízes e cereais devem aparecer diariamente, totalizando pelo menos seis porções;
•     Complemente o cardápio com três porções de leite ou derivados e uma porção de ovos ou carne magra por dia. Retirar a gordura aparente e a pele das aves contribui para deixar sua dieta mais saudável;
•     Evite tornar regra na sua dieta o consumo de refrigerantes, sucos industrializados, biscoitos doces e recheados e guloseimas em geral;
•     Beba ao menos dois litros de água por dia, preferencialmente nos intervalos entre as refeições.10
•     Para uma dieta segura e personalizada, consulte um médico e um nutricionista.

1.     BRASIL. Minitério da Saúde. Política nacional de alimentação e nutrição. 2012. Disponível em: . Acesso em: 19 mar. 2013.

2.     BRASIL. Minitério da Saúde. Vigitel Brasil 2011: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. 2012. Disponível em: . Acesso em: 19 mar. 2013.

3.     BRASIL. Minitério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. 2006. Disponível em: . Acesso em: 19 mar. 2013.

4.     BRASIL. Minitério da Saúde. Deficiência de vitamina A. In: BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. 2004. Disponível em: . Acesso em 19 mar. 2013.

5.     DRAUZIO VARELLA. Anemia ferropriva. 2013. Disponível em: . Acesso em 19 mar. 2013.

6.     WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity and overweight. 2013. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2013.

7.     SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Tipos de diabetes. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2013.

8.     HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Alimentos amigos do colesterol. 2007. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2013.

9.     WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global strategy on diet, physical activity and health. 2004. Disponível em: . Acesso em: 19 mar. 2013.

10.     BRASIL. Minitério da Saúde. Alimentação saudável para todos: siga os dez passos. Disponível em: . Acesso em: 19 mar. 2013.

 

BR/PP/0002/13

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