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11/03/2019

 

 

 

O tratamento de doenças respiratórias como a asma e a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) visa a melhora dos sintomas respiratórios e a prevenção de maiores riscos à saúde dos pacientes, caso permaneçam fora de controle.

Os principais sintomas dessas doenças estão relacionados aos pulmões, como falta de ar, chiado, tosse e secreção, e por isso, a principal forma de tratamento é por meio de medicamentos que agem diretamente neste órgão.

As conhecidas “bombinhas” são dispositivos inalatórios que possuem medicamentos em seu interior e sua utilização permite que estes medicamentos sejam administrados por via inalatória, levando-os diretamente aos pulmões por meio da aspiração.

Em um dos maiores e mais importantes eventos científicos no mundo sobre doenças respiratórias, o ERS 2018, foram debatidas inúmeras questões envolvendo a saúde respiratória da população de todos os países, e um dos pontos discutidos com grande ênfase foi a importância dos dispositivos inalatórios, conhecidos como “bombinhas”.

É importante ressaltar que nem todos os dispositivos inalatórios são iguais entre si, então chamá-los de “bombinhas” apenas, é um equívoco que precisamos contornar.

Com o passar do tempo, novos dispositivos cada vez mais simples de se utilizar vêm sendo desenvolvidos, facilitando o aprendizado para utilização e assim favorecendo o tratamento da asma e da DPOC. Os dispositivos mais modernos visam também garantir que o medicamento chegará em doses precisas aos pulmões, pois é ali que precisa agir para a melhora dos sintomas.

No entanto, é comum observarmos a ocorrência de erros no manuseio dos dispositivos inalatórios no momento do uso. Estes erros podem produzir falha no mecanismo de ação dos medicamentos inalatórios e consequentemente comprometer a melhora esperada.

Algumas situações são apontadas como as causadoras dos erros na utilização:

 A primeira delas é a instrução ineficaz ou inexistente sobre o manuseio correto do dispositivo inalatório. As instruções do médico ou profissional de saúde sobre o dispositivo devem acontecer na linguagem mais simples possível e levando o tempo que for necessário para que o paciente consiga entender bem o seu funcionamento. É necessário treinar antes do uso definitivo do dispositivo, e rever na consulta seguinte se a técnica continua correta. Alguns dispositivos têm o uso mais fácil e tempo preciso para o aprendizado da técnica será menor.

Outro ponto importante é que na escolha do dispositivo inalatório as características e preferências de cada paciente precisam ser consideradas. A habilidade demonstrada pelo paciente no manuseio de cada aparelho ajudará a definir aquele que melhor se adequa ao paciente. Isto pode ser concluído na consulta por meio de conversa entre o portador de asma ou DPOC e o médico que o trata.           

Merece atenção também a relação entre a frequência de uso do medicamento inalatório de acordo com o prescrito pelo médico, o que chamamos de adesão terapêutica, com a técnica adequada de uso dos dispositivos. Em resumo, quanto mais difícil for o uso, menor a chance do paciente seguir usando o medicamento na dose e tempos corretos. Além disso, a ocorrência de erros ao se usar o dispositivo pode reduzir a eficácia do tratamento.

Em conclusão, o uso de medicamentos inalatórios é de máxima importância para o tratamento da asma e DPOC, já que esta abordagem facilita que os medicamentos exerçam seus efeitos no órgão afetado, o pulmão. Na dose correta e sob orientação médica tal abordagem é segura e totalmente relacionada com a recuperação do controle e consequentemente do bem estar dos pacientes. No caso dos portadores de DPOC, o abandono do fumo é fundamental na busca pela recuperação da saúde não só respiratória, mas também de todo o organismo.

Mantenha seu médico sempre informado sobre seus sintomas e dúvidas, pois por este caminho será mais fácil o alcance do sucesso no seu tratamento.

 

 

BR/RESP/0134/18g

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