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17/09/2021

Desemprego, epidemias e guerras classificam o século XXI como o século da depressão. O problema é muito grave e, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram da doença no mundo. A depressão ultimamente deixou de ser apenas uma consequência e se tornou um fator de risco para a ansiedade e outras doenças, além de começar a atingir cada vez mais pessoas jovens.1

Mas quais são os sintomas da depressão?

  • culpa excessiva;
  • ideação suicida;
  • tristeza frequente;
  • alterações no sono;
  • alterações no apetite;
  • pensamentos de morte.6

Os sintomas vêm atingindo pessoas por todo o globo e como aumento dos casos de depressão na população mundial, esse assunto passou a ser debatido entre médicos psiquiatras, psicólogos e a sociedade, estimulando pesquisas sobre as causas da doença e a possibilidade dela ser transmitida dos pais para os filhos, como uma herança genética.

Essa discussão começou no século XIX, quando médicos europeus perceberam que a depressão tendia a ocorrer mais em algumas famílias, e buscaram analisar a questão genética como um fator determinante para a depressão.2

A verdade é que é complexo chegar a uma resposta definitiva. Foi constatado que episódios depressivos leves têm pouca comprovação da existência dessa relação; já em episódios depressivos mais graves é mais fácil fazer essa associação.3

Uma das conexões feitas é que parentes de primeiro grau de pessoas com casos de depressão tendem a ter três vezes mais chances de ter a doença do que em famílias em que não se têm casos.2

O que os estudos podem nos responder sobre a herança da depressão?

O que nos ajuda a entender mais sobre a herança biológica desta doença são os estudos feitos com famílias de pessoas adotadas. O primeiro estudo sobre esse tema foi realizado na Bélgica, em 1977, e analisou que uma porcentagem maior de pais biológicos teria transmitido a doença comparado aos pais adotivos.2

Essa questão herdada dos pais para os filhos está certamente presente em muitos casos de forma clara. Em outros, podemos perceber que ela já não é tão evidente. O que aparenta de fato ser herdado é uma tendência para certos problemas mentais. Essa inclinação facilita que as pessoas tenham depressão.4

Assim como as características da causa da doença são multifatoriais, ou seja, existem diversos motivos para ela nascer e se fortalecer, o tratamento também deve ser compreendido da mesma maneira. Deve-se considerar a sua parte biológica, psicológica e também a social. Por isso é importante buscar a ajuda de um médico psiquiatra, um psicólogo e praticar atividades físicas.5

A depressão possui diversos sintomas e se você estiver sentindo tristeza, sensações de aflição, perda de sono, de apetite ou sintomas parecidos, busque ajuda de um profissional! Sua saúde mental e seu bem-estar importam!  

Tema 21 (depressão infográfico)

Referências:

  1. PERON, Ana Paula et al. Aspectos biológicos e sociais da depressão. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 8, n. 1, 2004.
  2. LIMA, Ivanor Velloso Meira; SOUGEY, Everton Botelho; VALLADA FILHO, Homero Pinto. Genética dos transtornos afetivos. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), v. 31, n. 1, p. 34-39, 2004.
  3. LAFER, Beny; VALLADA FILHO, Homero Pinto. Genética e fisiopatologia dos transtornos depressivos. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 21, p. 12-17, 1999.
  4. NARDI, Antonio Egidio. Depressão no ciclo da vida. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 22, n. 3, p. 151-152, 2000.
  5. SOUZA, Fábio Gomes de Matos. Tratamento da depressão. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 21, p. 18-23, 1999.
  6. PERON, Ana Paula et al. Aspectos biológicos e sociais da depressão. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 8, n. 1, 2004.

NP-BR-TRN-PSP-210001

Países Permitidos Divulgação: Brasil

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