HOME O PROGRAMA QUALIDADE DE VIDA MINHA SAÚDE LOCALIZADOR DE FARMÁCIAS PERGUNTAS E RESPOSTAS   COMPARTILHE        
  LOGIN | CADASTRO

26/08/2019

A depressão não é passageira: a importância da adesão ao tratamento

 

Não é apenas estar triste por alguns dias. Ter depressão é sentir infelicidade e vazio constantes, perder interesse nas atividades favoritas, comer demais ou perder o apetite, dormir demais ou apresentar insônia, se sentir constantemente cansado, irritadiço, sem esperanças e com excesso de culpa. Algumas pessoas também apresentam problemas digestivos, dores e pensamentos suicidas¹.

 

Ao contrário do que muita gente pensa, a depressão não é frescura e muito menos algo passageiro. Trata-se de um transtorno mental sério, e os sintomas persistem e interferem diretamente no dia-a-dia do paciente¹.

 

Toda doença precisa ser tratada, e com a depressão não é diferente. Ao contrário do que muitos pensam, o tratamento é simples e, de modo geral, não entorpece ou incapacita o paciente². A base do tratamento são os medicamentos aliados à psicoterapia. Mas é importante ressaltar que apenas ela, apesar de ajudar o paciente a se reestruturar e compreender a doença, não previne novos episódios e nem cura a depressão². Dependendo de cada caso, pode ser preciso fazer um tratamento de manutenção por anos ou toda a vida². Daí a importância de visitar o psiquiatra e tomar o medicamento corretamente.

 

Uma vez iniciado o tratamento, é importante saber que os antidepressivos levam tempo para fazer efeito (geralmente de duas a quatro semanas) e que, muitas vezes, os sintomas relacionados ao apetite, ao sono e à concentração melhoram antes das alterações de humor³. Por isso, tenha calma e dê uma chance ao medicamento antes de concluir se funciona ou não³.

 

Não comece ou interrompa o uso de antidepressivos sem antes consultar seu médico. É comum que pacientes em tratamento parem de tomar os remédios porque começaram a se sentir melhor, e aí os sintomas retornam³. A decisão de finalizar o tratamento virá do seu médico, sempre em decisão conjunta com você, e deve ser progressiva ao longo de vários meses onde ele irá diminuir a dose gradualmente, evitando sintomas de abstinência³.

 

Outro ponto importante é a diferença entre os tipos de antidepressivos. Eles podem ter diferentes estruturas químicas e propriedades e podem pertencer a diferentes classes4.

 

Assim como nos cuidamos em relação à outras doenças, prestar atenção à sua saúde mental também é importante. Converse com alguém caso perceba os sintomas da depressão e consulte um médico. Você não está sozinho!

 

BR/CNS/0043/17 

 

  1. US NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2019.
  2. BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Depressão. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2019.
  3. NATIONAL INSTITUTE OF MENTAL HEALTH. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2019.
  4. MORENO, R.S. et al. Psicofarmacologia de antidepressivos. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, 21(1):1-17, 1999.
ANTERIOR
Dicas para cuidar da saúde no inverno
COMPARTILHE