A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é uma doença respiratória que se caracteriza pela obstrução crônica do fluxo aéreo devido a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos1, o que acaba dificultando a respiração do paciente2.

A maioria dos portadores dessa doença é ou era fumante, pois o consumo de cigarros é o principal causador de DPOC. Mas outros fatores também podem contribuir para o desencadeamento da enfermidade, como exposição a gases poluentes ou histórico familiar2.

Embora seja tratável e prevenível, a DPOC não é totalmente reversível1. Ainda assim, o tratamento pode ajudar a lidar com a doença e a melhorar a qualidade de vida2.

Essencialmente, a DPOC compromete os pulmões, mas também provoca consequências sistêmicas significativas1, podendo se estender a outros órgãos2. O processo inflamatório produz alterações nos brônquios (causando bronquite crônica), nos bronquíolos (dando origem a bronquiolite obstrutiva) e na parênquima pulmonar (resultando em enfisema pulmonar)1.  

 

Entenda os sintomas

Geralmente, a DPOC pode ser identificada por alguns sintomas comuns, como falta de ar, respiração ofegante, dificuldade para realizar atividades físicas, pigarro2, tosse crônica e expectoração3.

Entre todos os sintomas, a tosse é o mais comum e pode aparecer diariamente ou intermitentemente. Entretanto, como a tosse é muito frequente entre os tabagistas, muitos pacientes não a interpretam como um sintoma anormal, considerando-a apenas um “pigarro de fumante”1.

Ao realizar exercícios mais intensos, apressar o passo enquanto caminha, subir escadas ou ladeiras, o portador de DPOC pode sentir falta de ar (dispneia), sendo necessário interromper a atividade algumas vezes3.

Certos pacientes em estado avançado chegam a sofrer de dispneia mesmo em caminhadas curtas de cerca de 100 metros em locais planos. Em alguns casos, a falta de ar é tanta que precisam de ajuda para se vestir e passam a evitar sair de casa3.

Como descobrir se tenho DPOC?

É possível estabelecer o diagnóstico da DPOC por meio de critérios clínicos, mas apenas um médico está apto para dar um parecer seguro. Por isso, é indispensável passar por uma avaliação com especialista. Recomenda-se, ainda, a confirmação por exame de espirometria3, conhecido também como exame do sopro4.

O exame serve para calcular o volume de ar inspirado e expirado5. Durante a espirometria, o paciente deve puxar o máximo de ar que conseguir pela boca profundamente e, em seguida, assoprar com toda força sem parar. Esse procedimento é repetido oito vezes para que seja possível preencher todos os critérios de qualidade do exame6.

Referências bibliográficas

1.SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. II consenso brasileiro sobre doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC-2004. Jornal Brasileiro de Pneumologia, 30(Supl 5): S1-S42, 2004.

2. GLOBAL INITIATIVE FOR CHRONIC OBSTRUCTIVE LUNG DISEASE. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease. 2011. Disponível em: . Acesso em: 17 dez. 2012.

3. BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de atenção básica: Doenças Respiratórias Crônicas.  Pág. 48. 2010. Disponível em: . Acesso em: Acesso em: 18 mar. 2013.

4. DEHEINZELIN, D. DPOC: afinal o que é? In: DRAUZIO VARELLA. 2013. Disponível em: . Acesso em: 24 mar. 2013

5. PEREIRA, C. Espirometria. J Pneumol, 28(Supl 3): S1- S82, 2002.

6. KALIL, I. Prova de função respiratória: o que é e para que serve? In: FIOCRUZ. 2010. Disponível em: . Acesso em: 24 mar. 2013.

BR/PP/0001/13

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