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19/10/2018

A seleção natural desenhou o corpo humano para o movimento.¹ Há milhões de anos, a competição evolutiva conferiu vantagem aos homens e mulheres que se movimentavam com mais desenvoltura.¹ Como resultado, o corpo que chegou até nós tem pernas e braços longos, fortes e articulados para andar, correr, subir em árvores, abaixar e levantar com eficiência e facilidade.¹

 

Com a chegada de sucessivos avanços tecnológicos no século 20, no entanto, a humanidade passou a sobreviver sem precisar sair da cadeira.¹ Graças ao conforto moderno, passou a usar o corpo de uma maneira para a qual ele não foi projetado, resultando no sedentarismo.¹

 

O sedentarismo é definido como a falta ou a baixíssima frequência de atividade física.² O sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais.² O gasto calórico semanal define se o indivíduo é sedentário ou ativo.² Para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas.²

 

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 70% da população mundial é sedentária.³ E a falta de atividade física, somada a uma alimentação não-balanceada, é responsável por 54% do número de mortes por infarto.³ Já um estilo de vida ativo pode ajudar a reduzir o risco de morte em até 40%.³

 

A falta de exercício pode ser um fator de risco tão grave para o coração quanto hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol alto ou obesidade e, se associado a estes, pior ainda.³ Além disso, o sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças.²

 

A vida sedentária provoca o desuso dos sistemas funcionais.² O aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividade física entram em um processo de regressão funcional, caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos, um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional de vários órgãos.²

 

Além do comprometimento articular², muscular², obesidade2 e a exposição do indivíduo sedentário a várias patologias², a falta de atividades físicas eleva o risco de desenvolvimento de doenças crônicas como o câncer e deixa a pessoa menos disposta a realizar as atividades do dia a dia.4 A alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos são capazes de prevenir 30% dos casos de câncer no Brasil.4

 

A atividade física ajuda a baixar os níveis de colesterol e de glicose no sangue, além de auxiliar no controle da pressão arterial e melhorar a capacidade respiratória.³ Atividades simples, como caminhada, corrida, natação ou andar de bicicleta, podem salvar muitas vidas.³

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o ideal é praticar uma atividade aeróbica pelo menos quatro dias por semana, com um mínimo de 40 minutos de duração, que podem ser divididos em dois ou três períodos diários.³

 

 

Uma conversa com um profissional de educação física sempre ajuda na escolha da atividade física mais adequada para cada pessoa.4 Veja qual é a atividade mais indicada para você e saia do sofá!

BR/PP/0021/18

1 - DRAUZIO VARELLA. A vida sedentária. Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/a-vida-sedentaria/>. Acesso em: 02 abr. 2018.

2 - SENAC. Sedentarismo. Disponível em: <http://www.sc.senac.br/arquivos/brusque/portal_saude_arquivos/Page407.htm>. Acesso em: 02 abr. 2018.

3 - TRIBUNAPR. Os riscos da falta de exercícios físicos. Disponível em: <http://www.tribunapr.com.br/arquivo/vida-saude/os-riscos-da-falta-de-exercicios-fisicos/>. Acesso em: 02 abr. 2018.

4 - FUNDAÇÃO DO CÂNCER. Sedentarismo. Disponível em: <https://www.cancer.org.br/sobre-o-cancer/prevencao/sedentarismo/>. Acesso em: 02 abr. 2018.

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