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16/07/2018

O nome DPOC pode assustar à primeira vista, mas diz respeito a uma doença bastante comum. Segundo um estudo divulgado em 2005, 15% das pessoas com mais de quarenta anos da área metropolitana de São Paulo vivem esse problema. Calcula-se que cerca de dez milhões de pessoas tenham DPOC no Brasil.Apesar de seu nome parecer complicado, entender a doença e conviver com ela não tem mistério.

 

A sigla DPOC significa Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, que é um grupo de enfermidades que limita a passagem de ar pelos pulmões. É crônica porque não tem cura, apesar de ser possível preveni-la, tratá-la e revertê-la parcialmente, e é obstrutiva porque causa o bloqueio das vias aéreas, tornando difícil respirar.2

 

DPOC é causada basicamente pela associação de duas ou mais doenças: a bronquite crônica e o enfisema pulmonar são as mais comuns. A bronquite é a inflamação dos brônquios (que levam e trazem o ar na respiração1) de maneira persistente, provocando tosse e secreção. Já o enfisema pulmonar é a destruição dos tecidos do pulmão, que se torna perfurado e aerado.² As duas alterações acontecem em maior ou menor grau, dependendo do caso.³

 

A doença costuma piorar com o tempo e sua principal causa é o tabagismo, responsável por 80 a 90% dos casos.2 Além dele, existem outras causas como a poluição, exposição a substâncias tóxicas da queima de lenha, cana-de-açúcar e queimadas, ou exposição a substâncias químicas nocivas no trabalho. Também pode ser causada por alterações genéticas.1

 

O diagnóstico da DPOC é feito por meio de exame clínico e através de um exame chamado espirometria para confirmar o diagnóstico. Os principais sintomas são dificuldade de respirar, tosse crônica e expectoração, ou seja, secreção. Existem cinco perguntas básicas que ajudam o profissional de saúde a diagnosticar a doença2:

 

  • Você tem tosse pela manhã?
  • Você tem catarro pela manhã?
  • Você se cansa mais do que as pessoas da sua idade?
  • Tem chiado no peito à noite ou durante exercícios?
  • Tem mais de quarenta anos?

 

Se você apresenta algum dos sintomas acima é indicado que procure um médico.O diagnóstico e o tratamento constante são muito importantes.1

 

Muitos pacientes negligenciam os sintomas da doença e os consideram apenas uma indisposição para atividades diárias.1 Porém, se não tratada, a DPOC progride e podem surgir exacerbações, como são chamadas as pioras súbitas nos sintomas da doença.2 Quando o problema evolui, até atividades comuns como comer, caminhar e se vestir tornam-se difíceis.1  

Por outro lado, quando a DPOC é tratada corretamente, a doença é parcialmente reversível e o paciente pode levar uma vida normal. É muito importante aliar o tratamento a uma alimentação saudável e exercícios físicos ou  reabilitação pulmonar.1 Conhecer o problema é um grande passo para enfrentá-lo. Evite os fatores de risco, procure viver um dia-a-dia saudável e procure seu médico ao sentir sintomas persistentes.

 

  1. 1. PORTAL BRASIL. Enfisema pulmonar e bronquite crônica. Disponível em:http://www.brasil.gov.br/saude/2012/04/enfisema-pulmonar-e-bronquite-cronica. Acesso em: 01 ago. 2017.
  2. 2. MINISTÉRIO DA SAÚDE - CADERNO DE ATENÇÃO BÁSICA. Doenças respiratórias crônicas. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_respiratorias_cronicas.pdf. Acesso em: 31 jul. 2017.
  3. 3. BLOG DA SAÚDE. Doenças respiratórias crônicas | doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35390-doencas-respiratorias-cronicas-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-dpoc. Acesso em: 31 jul. 2017.

 

BR/RESP/0121/17

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